Conversa franca, empresário pistola, ultimato inglês; bastidores curiosos da saída de Wesley Moraes

O Inter liberou Wesley Moraes para viajar à Espanha, onde realizará exames médicos para acertar o contrato com o Levante, da segunda divisão do país. O jogador está tendo o seu contrato de empréstimo repassado. Com isto, o Inter conquista uma parte importante do objetivo de reduzir a folha salarial e o elenco. Cerca de 500 mil reais serão economizados mensalmente pela direção colorada. A construção da saída do jogador, entretanto, teve diversos bastidores curiosos.

Tudo começou com uma conversa da direção colorada com o empresário do jogador, Paulo Nehmy. Nesta conversa, a direção deixou claro que não havia uma ideia de utilizar Wesley Moraes no restante da temporada. Por isto, o ideal seria que ele buscasse outro clube.

A tentativa de devolver o jogador para o Aston Villa aconteceu, entretanto, ela foi de cara negada pelo clube inglês. Os europeus deixaram claro, que para Wesley sair do Inter, seria necessário encontrar outro clube para ele jogar. E assim, iniciaram-se contatos para buscar uma nova equipe. Até que apareceu o Levante.

Em meio a isto, Wesley teve indisposições no Beira-Rio. Em especial, com a entrevista do seu empresário à Rádio Bandeirantes, onde chegou a afirmar que “Mano Menezes sequer dava bom dia ao jogador no CT”. O fato pegou mal nos bastidores e a partir dali, a permanência dele ficou insustentável.

A influência foi tão grande, que nesta terça-feira, o empresário mostrou descontentamento com a equipe da Band. Ele cobrou o meu colega João Batista Filho, afirmando que a Band foi “desonesta” com ele. Pois no episódio “ele teria pedido para a entrevista não ir ao ar”. O que não é verdade. Nunca houve este pedido do empresário. De qualquer maneira, se arrependeu do que falou, pois acabou sendo bastante cobrado no bastidor colorado por isto.

Agora, Wesley terá um ano de contrato com o Levante. Resta apenas a aprovação dos exames médicos e assinatura de contrato.

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