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Decisão judicial pode dar fortuna ao Inter

Na última segunda-feira (4), o ex-presidente do Internacional, Vitório Piffero, e outros ex-dirigentes foram condenados por irregularidades no período em que comandaram o clube. Os envolvidos foram julgados pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro.

Nas investigações, através de informação do portal GZH, a Justiça confirma que cerca de R$ 12,8 milhões teriam sido desviados dos cofres do clube. Desta forma, existe uma determinação para que o Inter tenha a quantia devolvida pelos condenados.

Além da quantia que será devolvida ao Colorado, os acusados foram condenados à prisão. Vitório Piffero teve uma pena de cerca de 10 anos determinada, enquanto Pedro Affatato, antigo vice de finanças, precisará cumprir 20 anos de regime fechado. No entanto, ambos devem recorrer para responder ao processo em liberdade.

A pena indicada aos envolvidos é resultado exclusivo da investigação realizada pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. No entanto, ainda é possível que os ex-dirigentes sejam envolvidos em outras condenações. Desta forma, eles podem responder por um período de prisão ainda maior.

Inter descobre irregularidade no Beira-Rio

Na investigação, ainda é possível perceber que nem todos os envolvidos tiraram vantagem financeira no esquema. Contudo, pelo menos uma pessoa ganhou algum dinheiro sobre o Inter. Durante as investigações, foi percebido que o clube teve prejuízo e parte significativa das quantias foi identificada em uma das empresas dos réus condenados (Affatato).

“O que motivou a investigação foi a questão do rebaixamento e a não aprovação das contas do clube naquele ano. Se não fosse aquela comunicação lá atrás, nós não chegaríamos aonde chegamos. É importante criar uma cultura, não só de adversários políticos, mas de ter a iniciativa de procurar as autoridades noticiando algo que possa ser algo criminoso e que justifique essa investigação”, afirma o promotor Flávio Duarte, em entrevista para a Rádio Gaúcha.