Inter treina bem, o problema é quando joga

O problema do Internacional não é o ambiente do dia a dia, é quando entra em campo. Pode parecer incoerência, já que os jogos, normalmente, refletem as atividades e o clima no cotidiano do clube, mas é o que acontece. A questão do time de Alexander Medina são as atrações que valem, as partidas.

De acordo com os relatos, está tudo certo pelos lados do Beira-Rio. Os treinamentos são positivos, construtivos, jogadores e comissão técnica têm um ótimo relacionamento. Ou seja, não há nada relacionado a um ambiente ruim, comum às equipes que não desempenham um bom futebol em campo.

Da parte da diretoria, também não há qualquer coisa de anormal. A direção sempre elogia o dia a dia no CT Parque Gigante.

Entretanto, na hora de passar tudo isso para o gramado do Beira-Rio, a história é outra. Dentro de campo, o Colorado tem mais cara de um elenco insatisfeito, conturbado, em atrito com a comissão técnica. Nada dos relatos do cotidiano do clube é visto nos jogos.

Qual é o problema do Internacional?

Uma das explicações possíveis é a falta de entrosamento da equipe. As constantes mudanças e improvisações nos 11 titulares, podem ser o fator crucial para esse problema nos jogos.

Buscando as melhores associações dentro e entre os setores do time, o treinador alternou por diversas vezes as peças. Modificou as duplas de volantes, de zagueiros, extremas, alternou jogadores de posição.

Em defesa do treinador, era natural que ele fizesse isso. Medina é uruguaio, um técnico estrangeiro, portanto, precisa de tempo para conhecer o ambiente, o clube, os atletas que tem à disposição. Os testes eram esperados.

Porém, isso acaba sendo uma via de mão dupla. A constante troca nas peças altera o funcionamento da equipe, atrapalha o entrosamento em diversos níveis dentro de campo. Além disso, pode gerar insegurança em alguns jogadores.

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