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Inter usou fax anônimo e tirou artilheiro do São Paulo de decisão histórica

Em 2006, o Internacional viveu um dos melhores momentos da sua história. Afinal, pela primeira vez na história o Colorado conquistou a Libertadores, naquele ano. Para a conquista da competição, a equipe gaúcha fez uma jogada nos bastidores às vésperas da decisão contra o São Paulo.

Atual campeão do torneio, naquele ano, o São Paulo chegou para a final favorita ao confronto. Com isso, o Colorado agiu nos bastidores para ganhar uma vantagem no duelo. Afinal, depois da vitória no primeiro jogo no Morumbi, o Tricolor foi para a partida de volta com um importante desfalque, o centroavante Ricardo Oliveira, artilheiro da equipe.

O atacante chegou ao São Paulo em 2005 para tratar uma lesão no joelho, emprestado pelo Real Bétis, da Espanha. O contrato de empréstimo do jogador com o São Paulo era válido até o dia 10 de agosto de 2006, um dia após a data inicial da final da Libertadores.

No entanto, a Copa do Mundo daquele ano mudou tudo e com isso o segundo jogo da decisão da Libertadores foi adiado para uma semana depois do que seria, no dia 16 de agosto. Sendo assim, o atacante não teria mais contrato com o Tricolor e iria retornar ao futebol espanhol. Com isso, o São Paulo teve que trabalhar nos bastidores para tentar contar com o centroavante na final.

Então, a equipe paulista tentou fazer uma mudança e assinaria um acordo com o time espanhol para que o contrato fosse prorrogado até o dia 16. Já no dia 18 o jogador voltaria para jogar o Campeonato Espanhol. No entanto, o presidente do Inter soube da negociação e melou a transição.

Presidente do Inter explica o quê fez

Em entrevista, o presidente do Internacional explicou como agiu para fazer com que Ricardo Oliveira ficasse de fora da segunda partida da decisão.

“O São Paulo acertou a renovação e depois rescindir o contrato. Eu descobri isso e combinei com o advogado do Palmeiras que desse uma entrevista sobre o que significaria isso. Estaria burlando a lei da Fifa. Ou o São Paulo devolvia o jogador, ou o Betis seria punido. Foi feita a entrevista, repercutiu. Eu tirei um xerox e enviei por fax ao presidente do Betis. Mandei anônimo. Com aquilo, ele não assinou. Eu estava focado, cuidando de todos os detalhes”, conta Fernando Carvalho.