Polícia Civil tem indícios de que Edenilson foi vítima de injúria racial

A Polícia Civil de Porto Alegre espera o resultado do laudo da leitura labial das imagens da possível injúria racial sofrida por Edenilson. A análise está sendo feita pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). Embora ainda não tenha o resultado ainda, há indícios de que houve o crime, segundo o jornalista Jeremias Wernek.

O caso está sendo investigado tanto no âmbito criminal quanto no desportivo. Na esfera criminal, a Polícia gaúcha tem até o dia 14 deste mês para entregar o laudo – é possível que já seja entregue na próxima sexta-feira (10). O resultado da leitura labial realizada pelo IGP, que se utilizou das imagens do VAR, é chave para a conclusão.

No laudo, não serão consideradas as perícias particulares contratadas pelo lateral Rafael Ramos. Em ambas, foi afirmado que o portugês não falou a palavra “macaco”. Entretanto, as duas chegaram a resultados diferentes. Enquanto a primeira aponta a expressão “pô, caralho”, a segunda diz que foram proferidas as palavras “foda-se, mano, caralho”.

Polícia Civil investiga e STJD ouve Edenilson

No âmbito esportivo, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva também apura o possível caso de injúria racial. Nesta segunda-feira (6), o volante colorado compareceu à sede da Federação Paulista de Futebol para prestar depoimento. O camisa 8 falou com as autoridades uma semana depois de Ramos, que prestou depoimento na última terça.

Ouvidas as partes, o auditor do Pleno do STJD, Paulo Feuz, definirá as outras provas que poderão ser incluídas no inquérito e se a denúncia será feita.

Caso o processo prossiga, tanto o atleta quanto o Corinthians podem ser punidos, com suspensão de cinco a 10 jogos e multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Se a infração for considerada grave, pode resultar até em exclusão do time paulista do Brasileirão.

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