Presidentes do Internacional

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Lista dos maiores presidentes do Internacional
Imagem: Portal do Colorado

Alessandro Barcellos é o 54ª presidente do clube. Antes dele, muitos se destacaram, alguns pela construção do Beira-Rio, outros pelo tricampeonato brasileiro ou por ganharem o mundo. Você conhece os maiores presidentes do Internacional?

Nas primeiras décadas não havia uma competição nacional, então as disputas eram restritas ao torneio citadino de Porto Alegre e ao Gauchão. Além disso, os presidentes costumam ficar apenas um ano no cargo. Por isso, é complicado falar sobre quais foram os maiores se avaliarmos as primeiras décadas.

Ainda assim, tem alguns nomes que se sobressaem, não apenas aqueles que estiveram à frente durante a era do Rolo Compressor, como os que vieram depois. Inegavelmente Fernando Carvalho é um dos principais presidentes do Internacional.

O torcedor colorado pode se orgulhar de dizer que é o único campeão de tudo no Brasil. Ao menos se considerarmos os principais títulos possíveis. Veja agora a nossa lista, com um pouco da história dos mandatários que marcaram época à frente do Inter.

Henrique Poppe Leão: de fundador a presidente

Henrique Poppe Leão foi um dos três fundadores do Internacional, ao lado de seus irmãos José Eduardo e Luiz Madeira. Leão foi o segundo presidente do colorado, assumindo o cargo em 1910, sucedendo João Leopoldo Seferin.

Os irmãos Poppe chegaram a Porto Alegre em 1908, época em que a capital do Rio Grande do Sul passava por um grande desenvolvimento, com a instalação de bondes elétricos e um grande crescimento populacional.

Logo no ano seguinte foram os responsáveis pela fundação do Clube do Povo. Além disso, Henrique Poppe Leão esteve envolvido ao longo da vida com outros movimentos semelhantes, com uma visão criativa difícil de ser vista. Contudo, no Inter não ganhou nenhum título.

Presidentes do Internacional era do Rolo Compressor

O Rolo Compressor engloba o período entre 1940 e 1968. Naquela época o Inter tinha um time muito ofensivo, que rasgava defesas e distribuía goleadas. Aliás, isso contribuiu muito para a conquista de oito edições do Gauchão ao longo de nove anos.

O apelido ganhou fama após a conquista do hexacampeonato consecutivo, em 1945, após superar o Pelotas na decisão. O colorado teve quase 20 presidentes ao longo desta era. O primeiro foi Hoche de Almeida Barros e o último José Alexandre Zachia.

Milton Soares (1941 e 1950) e Salvador Lopumo (1953-55 e 1964), por exemplo, tiveram dois mandatos cada. Ephraim Pinheiro Cabral (1951-52, 1960 e 1966-67) foi eleito três vezes. É difícil destacar um presidente que tenha chamado mais atenção no período, afinal, boa parte deles não passou de um ano no clube.

Cada um destes três dirigiu o Inter em duas conquistas estaduais, nenhum deles conseguiu fazer 100% em todos os anos em que esteve à frente da gestão.

Presidentes do tricampeonato brasileiro

É impossível fazer uma lista e não citar os presidentes do Internacional durante o tricampeonato brasileiro. Para muitos aquele foi o melhor time dos anos 70. Era um futebol que encantava até os rivais, com Falcão comandando todo o espetáculo e Figueroa segurando as pontas atrás.

Eraldo Herrmann: em 1975, ano da primeira conquista nacional, o presidente era Eraldo Herrmann. Antes disso, participou da comissão de obras do Beira-Rio, além de ser porteiro do Estádio dos Eucaliptos durante a Copa de 1950.

Frederico Arnaldo Ballvé: no ano seguinte, o bicampeonato teve outro nome à frente. Ballvé se apoiou na educação e na cultura promovidas pelo Internacional, algo deixado pela gestão anterior, usando como pilares para consolidar o clube gaúcho.

Marcelo Feijó: a família Feijó Medeiros tem história no Inter, Afonso Paulo Feijó, Gilberto Medeiros e Marcelo Medeiros, todos eles foram presidentes. Marcelo Feijó era o mandatário em 1979, ano do Brasileirão invicto.

O Internacional foi o melhor, ou um dos três melhores times do país ao longo da década. É verdade que faltou uma Libertadores para coroar o trabalho, mas o Brasileirão invicto de 1979 veio para carimbar essa posição. E muito se deve a estes três presidentes do período.

José Asmuz e a conquista da Copa do Brasil

José Asmuz primeiro dirigiu o clube do povo entre 1980 e 81, e voltou no começo da década de 1990. Era um período de vacas magras. O torcedor colorado olhava para o lado e via o gremista comemorando Copa do Brasil, Brasileirão e até o Mundial anos antes. Muitos se perguntavam: quando vai ser nossa vez?

E foi no mandato de Asmuz que o colorado voltou a sorrir. O título da Copa do Brasil de 1992 contra o Fluminense deu fim a um jejum que vinha desde 1979 com a conquista do Brasileirão. Porém, a próxima conquista de expressão aconteceria apenas em 2006, mais 14 anos de angústia.

Só que a conquista da Copa do Brasil foi como um oásis no deserto. O torcedor teve basicamente só isso e o rebaixamento do Grêmio, em 1991, para comemorar ao longo da década. O time não conseguia nem ser competitivo no Brasileirão e brigar nas cabeças.

Asmuz por pouco não marcou ainda mais o seu nome na história colorada. Era ele o presidente em 1980, quando o time de Falcão e companhia foi derrotado pelo Nacional na final da Libertadores. Um 0 a 0 no Beira-Rio e uma derrota amarga na volta adiaram o sonho de faturar a América pela primeira vez.

Fernando Carvalho: o maior presidente do Internacional

Fernando Carvalho é considerado por muitos o maior entre os presidentes do Internacional. Mas seu primeiro ano foi complicado. Palmeiras e Botafogo foram rebaixados no Brasileirão 2002 e por pouco o colorado também não caiu. O salvamento veio apenas na última rodada.

Carvalho assumiu em 2002 e ficou até o fim de 2006. O time foi criando corpo ao longo do trabalho, os jogos contra o Boca Juniors na Copa Sul-Americana de 2004 são ótimos exemplos disso. Então, neste caminho a fé da torcida foi renovada após uma década de 1990 dominada pelo lado azul do estado.

Em 2005 o Inter já estava pronto e o título Brasileiro, que não era conquistado desde 1979, esteve muito próximo. Aliás, alguns consideram o time gaúcho como o verdadeiro campeão nacional daquele ano, por dois motivos:

·  Sem os jogos anulados, o Inter teria sido campeão por um ponto. Foi o ano da máfia do apito. O Corinthians primeiro havia perdido para o Santos por 4 a 2, mas no jogo remarcado triunfou por 3 a 2. Eles também empataram com o São Paulo, ante uma derrota no jogo original;

·   O segundo motivo foi o pênalti escandaloso do goleiro Fábio Costa em Tinga. Não marcado pelo árbitro, que ainda expulsou o jogador colorado. Mas, neste caso, a partida não foi anulada.

Mas, algo grande estava reservado para Fernando Carvalho. No ano seguinte a equipe fez uma brilhante Libertadores, derrotou o São Paulo na final e mais tarde, no dia 17 de dezembro de 2006, conquistou o mundo contra o rico e poderoso Barcelona, do melhor do mundo, Ronaldinho.

Carvalho deixou um legado, uma nova forma de tratar o futebol. Com profissionalismo, ele levou o Inter ao seu verdadeiro lugar.

Vitório Piffero, bi da América e rebaixamento

Vitório Piffero teve uma primeira passagem maravilhosa pelo Internacional, se tivesse ficado aí, provavelmente apareceria o hall dos três maiores presidentes do clube. Contudo, ele decidiu voltar em 2015 e isso foi péssimo para a história colorada.

Inicialmente Piffero assumiu em 2007, pegou o time recém campeão mundial. Só que o primeiro ano foi delicado, o time penou na Libertadores e caiu na primeira fase, em um grupo que tinha os campeões Nacional e Vélez Sarsfield. E no Brasileirão, a equipe não passou da 11ª posição.

Entretanto, o ano seguinte foi muito melhor. A equipe já não tinha mais a cara do Mundial de Clubes e passou a ter um novo líder: D’Alessandro. E veio a conquista da Copa Sul-Americana, em um time que tinha ainda Alex e Nilmar como destaques. Só que o Inter queria mais.

Piffero foi o presidente no ano do centenário. E podia ter sido lindo. Mas, no fim das contas a equipe terminou como vice do Brasileirão, Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana. Na galeria foram adicionados os troféus do Gauchão e da inédita Copa Suruga.

Durante o primeiro mandato de Vitório Piffero, o torcedor colorado conseguiu saborear a segunda conquista da Libertadores da América, que serviu na época para igualar ao número de conquistas do rival da cidade. Por fim, a derrota para o Mazembe no Mundial foi a primeira mancha nessa história.

A segunda era Piffero

Em 2014 o Internacional foi 3º colocado no Brasileirão, em um time que não tinha grandes nomes. Piffero foi eleito novamente, para ser o presidente colorado entre 2015 e 2016. E logo de cara, chegou colocando o pé na porta e mudando muita coisa.

O Inter já vivia um período sem conquistas, a Libertadores de 2010 havia sido o último grande feito. E a ideia então foi montar um esquadrão, capaz de faturar o tricampeão continental. Para isso, foram trazidos nomes como Lisandro López, Vitinho e Anderson, entre outros.

Era um período em que os garotos do celeiro de ases estavam ganhando espaço. O colorado tinha o goleiro Alisson, os laterais William e Geferson, Rodrigo Dourado, Valdívia e Sasha, entre outros. Parecia a combinação perfeita, até encontrar o Tigres na semifinal.

O técnico Aguirre, que foi trazido para o lugar de Abel Braga logo no começo da gestão foi demitido. Em seu lugar assumiu Argel Fucks, que até fez um bom trabalho no Brasileirão, o Inter teve a segunda melhor campanha do returno. Contudo, após a saída de Aguirre houve um GreNal e uma dolorosa derrota por 5 a 0.

Em 2016 Argel foi mantido, começou bem o Brasileirão, o Inter era líder nas primeiras rodadas. Mas, começou uma sequência terrível sem ganhar, Argel caiu e passaram Falcão, Celso Roth e Lisca pela casamata. Nenhum deu jeito e o Inter de Piffero foi rebaixado.

Piffero deixou uma dívida imensa no clube, em maio de 2019 foi excluído do quadro social após uma série de investigações. Investigações do Ministério Público apontaram desvios superiores a R$ 13 milhões durante a sua gestão. Enfim, é um nome que foi do céu ao inferno com os colorados.

Quais presidentes do Internacional construíram o Beira-Rio?

O Estádio José Pinheiro Borda, Beira-Rio para os íntimos, foi construído entre 1959 e 1969. A construção foi possível apenas graças à Campanha do Tijolo, lançada por meio de carnês para arrecadar fundos e permitir a obra. Até mesmo Falcão, que viria a ser ídolo nos anos seguintes, contribuiu.

Mas, quais foram os presidentes do Internacional neste período? A obra teve início sob a gestão de Frederico Arnaldo Ballvé, um radialista que voltou mais tarde e trouxe outras alegrias ao torcedor colorado, como o Brasileirão de 1976.

E a obra seguiu ao longo da década de 1960, com um imponente estádio emergindo das águas do Rio Guaíba. Neste período, o Campeão de Tudo foi dirigido por nomes como:

  • Ephraim Pinheiro Cabral – 1960
  • Luís Fagundes de Mello – 1961-63
  • Salvador Lopumo – 1964 
  • Manoel Braga Gastal – 1965  
  • Ephraim Pinheiro Cabral – 1966–1967 
  • José Alexandre Zachia – 1968
  • Carlos Stechmann – 1969–1973

E durante o mandato de Carlos Stechmann, finalmente as obras foram concluídas. A abertura aconteceu em uma vitória colorada de 2 a 1 sobre o Benfica, que contava com o craque Eusébio. Claudiomiro teve a honra de marcar o primeiro gol da nova casa.

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