Pressão do conselho, duas oposições e clima insustentável: saiba os bastidores da demissão de Alexander Medina

O Inter confirmou nesta sexta-feira (15) o desligamento do técnico Alexander Medina, mas a demissão do uruguaio teve um processo desde o pós-jogo do empate frustrante contra o Guaireña. A pressão por parte de membros do conselho de gestão foi grande para uma queda ainda na noite de quinta, mas existiam duas oposições ao desligamento logo após a partida: um dos membros do conselho de gestão e o presidente Alessandro Barcellos.

A espera do presidente acabou adiando essa discussão para a manhã desta sexta-feira. O mandatário do clube e o vice de futebol Emílio Papaléo chegaram no CT Parque Gigante por volta das 8h. Depois, o diretor técnico Paulo Autuori se juntou aos dois e, por volta de 11h, começaram a conversa para definir o futuro do treinador. O detalhe é que, diferente do dia 04 de março em que o executivo Paulo Bracks foi desligado, esta reunião não envolveu o conselho de gestão do clube.

Enquanto o departamento de futebol estava reunido debatendo o seu futuro, Medina comandava a atividade no CT Parque Gigante. Após o término do treinamento o uruguaio foi comunicado de sua demissão. Sua saída foi rápida do CT, assim como dos profissionais de sua comissão técnica. Diversas pessoas do clube contatadas justificaram a demissão da mesma forma: “um clima insustentável”.

Alexander Medina e sua comissão técnica receberão ainda a multa rescisória prevista em contrato, que é de cerca de R$ 5,5 milhões. O valor todo será pago até o que seria o término de seu contrato com o Inter (final da temporada).

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