Ramírez e imprensa: Qual o conceito ético de Dunga ao criticar?

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Em entrevista ao Uol, em 2016, ainda como técnico da Seleção Brasileira, Dunga disse:

“Todo mundo fala de ética, mas até agora não conseguir entender o que é. Eu cresci dentro do futebol reverenciando valores, tanto os vindo da família como todos os demais. Mas agora chegou um tempo em que existe um choque, um confronto. Por exemplo, se existe alguém no cargo e eu fico me oferecendo (para assumi-lo), no meu entender isso não era ético antigamente. Mas acho que as coisas mudaram e preciso evoluir com elas”

Diante deste cenário, qual o posicionamento ético do ex-treinador ao disparar críticas ao trabalho do atual treinador do Internacional?

Dunga não é apenas um torcedor do Inter, sendo também um dos possíveis nomes cotados para substituir Ramírez, caso o espanhol seja demitido (tendência atual).

Nas redes sociais, Dunga também aproveita para criticar os jornalistas que defendem a permanência do técnico colorado.

Ao comentar matéria de Leonardo Oliveira, da Zero Hora, em que o jornalista defende projeto de três anos – ao contrário dos três meses, tempo comum de demissões no Brasil – Dunga diz “será que li isso mesmo ou estou bebendo muito? baita matéria jornalística”.

Novamente, não avaliando o trabalho de Ramírez ou o momento correto para troca no comando, seria essa a postura correta de um treinador no mercado de trabalho?

Dunga é um profissional reconhecido, tanto como jogador quanto como treinador. Claramente é torcedor do Internacional. Em Porto Alegre, é também reconhecido por suas ações sociais, ou seja, uma pessoa importante para o clube e para a sociedade.

A única e direta reflexão deste texto é: seria esse o posicionamento ético de um treinador que está no mercado? não caberia a Dunga um posicionamento muito mais profissional em suas redes?

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