VAR não está presente na fase de grupos da Sul-Americana 2022: veja o motivo

A primeira fase da Sul-Americana 2022 não conta com o VAR, assim como a Libertadores. A ausência do árbitro de vídeo já na fase de grupos é motivo de polêmica, muitas críticas são feitas à Conmebol por essa razão. No entanto, essa decisão da entidade tem uma explicação: o alto custo da ferramenta.

Estima-se que o custo do VAR em todas as etapas da competição seja de R$ 22 milhões. Somente com a fase final, a partir das oitavas, o gasto com a tecnologia é estimado em R$ 7,5 milhões.

O valor do árbitro de vídeo, porém, é só um dos obstáculos para tê-lo no decorrer de toda a competição. Há ainda que se considerar o problema estrutural do futebol sul-americano. Muitos estádios do continente não comportam a estrutura necessária para receber a ferramenta.

Por exemplo, uma das obrigatoriedades do árbitro de vídeo é ter um aeroporto internacional até 150 km de distância do estádio. Fato que por si só já complica a situação dos clubes menores e que estão afastados dos grandes centros que disputam o torneio.

Conmebol quer VAR desde o início

Nos bastidores da Conmebol, a implementação do árbitro de vídeo desde o início das competições é essencial. A entidade máxima do futebol da América do Sul pretende realizar esse objetivo o quanto antes.

Uma solução para isso seria os times que não possuem a estrutura adequada escolherem outros estádios para mandar os jogos. Entretanto, tal possibilidade desagrada as federações menores, pois as equipes precisariam jogar longe de suas regiões e, portanto, de seus torcedores

Em 2021 a Conmebol faturou US$ 365 milhões (R$ 1,7 bilhão) com os campeonatos de clubes, principalmente Libertadores e Sul-Americana.

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