Os bastidores da madrugada que pode ter encaminhado queda de Medina

A direção do Inter não tomou uma decisão quanto a permanência ou não de Alexander Medina no cargo, após o empate em 1 a 1 contra o Guaireña pela Sul-Americana. O ambiente de pressão do torcedor afetou os dirigentes que irão encaminhar nesta sexta-feira a definição sobre o tema. Muitos deles, admitem nos bastidores que o trabalho precisa ser encerrado. Mas a ideia encontra uma resistência de alguns dirigentes. Entre eles, o presidente Alessandro Barcellos.

Enquanto Alexander Medina concedia entrevista coletiva ao lado de Taison, na sala de imprensa do Beira-Rio, os principais dirigentes do clube (presidente Alessandro Barcellos, o vice de futebol Emílio Papaléo Zin, o diretor técnico Paulo Autuori e importantes integrantes políticos do Conselho de Gestão e do entorno político da gestão) buscavam soluções para conter o clima pesado que vinha do pátio com violentos protestos da torcida, pedindo a demissão do treinador. A conversa só encerrou às 1h45 da manhã. Com muita discordância de visões, não houve um consenso. Por isto, o assunto será retomado “de cabeça fria”, no fim da manhã de sexta-feira.

Um dos importantes dirigentes políticos do clube presentes no ambiente chegou a defender abertamente para colegas imprensa, o desejo de queda do Medina, ainda na zona mista. “É necessário convencer Barcellos”, relatou. E o tom da reunião em uma das salas do Beira-Rio foi por aí.

Barcellos não enxerga a demissão de Medina como melhor solução. Ao contrário do seu entorno político, que tenta o convencer do contrário. A visão dos integrantes do departamento de futebol, sobre o trabalho de Medina em si, não foi explicitada. Mas também não é consenso.

O que ficou claro, entretanto, é a diferença de visão de todos os dirigentes, sobre o que aconteceu no Beira-Rio comparado com a visão da comissão técnica. Medina desenhou na entrevista coletiva, um cenário colorido. Onde o Inter foi muito superior ao adversário e só não conseguiu converter isto em gols. Visão oposta ao que foi entendido na reunião. “Nada disso. Não estamos satisfeitos. O futebol praticado está muito abaixo do tamanho do Inter. Está todo mundo descontente.”, relatou para a reportagem um dos participantes da reunião.

A partir disto, a chance de queda de Medina existe. E passará por longa reunião que inicia no fim da manhã desta sexta-feira, com toda a cúpula diretiva do clube. “A gente vai fazer uma ampla análise dos cenários que existem. Precisamos tomar a melhor decisão. Tudo está em aberto”, revelou outra fonte presente na conversa.

Ou seja, todos estão insatisfeitos com Medina. Há gente importante querendo derrubá-lo. Mas precisam convencer o presidente do clube de que esta é a melhor ideia.

Versões sobre multa de Medina

Um dos cenários analisados é o referente à multa de Medina. Que em caso de demissão precisa ser paga. Existem duas versões sobre o valor. Uma delas, vinda do staff do treinador, diz que a multa é o valor do restante do contrato (até dezembro). O que dá em torno de 6 milhões de reais.

Uma versão vinda de dentro do clube aponta que a multa de Medina é de três meses de salário (algo em torno de 1,8 milhão de reais). De qualquer maneira, estes valores também serão pauta nas reuniões da sexta-feira, no CT Parque Gigante.

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